segunda-feira, fevereiro 18, 2008

A comunicação, redundância e a entropia

“Ensinar é sempre comunicar” (Silva, 1998). A comunicação educativa está associada ao ambiente escolar onde o professor assume o papel de transmissor de conhecimento e os alunos de receptores. Os elementos de redundância são utilizados de uma forma comum e necessários na comunicação oral. Pois, embora, em certos casos, a informação possa ser redundante, a redundância pode ser útil para a melhor apreensão e compreensão da mensagem. O processo educativo é possível graças à nossa capacidade comunicativa, ou seja, educar é transmitir/comunicar informação/conhecimento a outro. Quando nos encontramos em ambiente de sala de aula, constatamos que o docente recorre inúmeras vezes à superabundância de palavras e à utilização de gestos e expressões corporais que visam reforçar o discurso oral. É também através do pleonasmo da linguagem que irá ser passada a mensagem aos alunos. As linguagens como sistemas de signos poderão ter três vertentes: a linguagem audio, a linguagem visual e a linguagem scripto. Da linguagem audio-scripto-visual resulta um processo que poderá ter como suporte a forma verbal em conjunto com a forma escrita; o uso da comunicação verbal com imagem a acompanhar; com gráficos; com som, vídeo, páginas web, enfim, os recursos multimédia. Com o crescimento da utilização desses recursos e dos media tem-se verificado a adopção de uma tipologia mista, havendo uma aproximação de outros contextos comunicativos, recorrendo para isso aos media de utilização grupal e individual tais como documentos mediatizados ou redes de comunicação como a Internet. Como fenómeno oposto à redundância, temos a entropia. Num sistema, a informação é uma medida do seu grau de organização, do mesmo modo que a entropia é uma medida do seu grau de desorganização. Tal como já foi referido, as técnicas de comunicação são importantes para o sucesso do professor. Um professor instalando o caos, a dúvida, a incerteza, provocando a discussão, partindo do fim para o princípio, usando a entropia, chega ao conhecimento. O partir do empírico para o científico. É como contar uma história, com todo o seu enredo, narrando todos os pormenores até chegar à moral da história. Os alunos gostam de um professor que os surpreenda, que traga novidades, que utilize a entropia, que seja imprevisível, que varie as suas técnicas e métodos de organizar o processo de ensino-aprendizagem.

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