domingo, fevereiro 24, 2008

Sinalização de alunos em risco de insucesso escolar

Este ano lectivo de 2007/2008 sou a professora responsável por este projecto da DrelVT no meu agrupamento de escolas, que aposta nos 12 anos de escolaridade. Este visa combater o insucesso e o abandono escolares através da remediação de factores de risco e da promoção de factores de protecção (aluno) e da indução de factores externos de sucesso (escola).

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Legislação de Avaliação de Desempenho

Após várias mudanças e tempos agitados, a avaliação de desempenho dos professores continua na ordem do dia. Para que todos estejamos informados, pois a classe docente tem direitos e deveres, conheça toda a legislação relacionada com a nossa profissão, acompanhada pelos respectivos comentários neste site.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Campus Party "Xtrelan 2008"

Nos dias 7, 8 e 9 de Março vai decorrer em Cáceres (Espanha) a II Edição da Campus Party "Xtrelan 2008". Nesta edição vamos ter uma importante presença portuguesa, com a participação do Instituto Português da Juventude, do Instituto Politécnico de Santarém e da Escola Tecnológica e Professional SICÓ em Avelar. O evento é organizado pela Universidade de Extremadura, Câmara Municipal de Cáceres e a Junta de Extremadura. O prazo de inscrição está aberto desde o dia 11 de Fevereiro e há 300 lugares. Durante os três dias, poderão desfrutar de ateliers e workshop de robótica, modelado 3D, Overclocking, conferências, jogos, concursos, etc. Para mais informações podem visitar o site: www.xtrelan.es

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Aprendizagem Colaborativa

Esta define-se como uma totalidade de elementos que formam um todo que abrangem vários métodos e técnicas de aprendizagem com o efeito de utilizar a organização das estruturas de grupos, e as estratégias de desenvolvimento da aprendizagem e o desenvolvimento pessoal e social, responsabilizando cada membro do grupo pela sua aprendizagem e pela aprendizagem dos restantes elementos, fomentando a participação activa e a interacção dos alunos e dos professores, proporcionando o crescimento do grupo. Todos os alunos interagem e contribuem para o êxito das actividades propostas permitindo o desenvolvimento de competências pessoais e de grupo colaborando em actividades, partilhando experiências e adquirindo novas informações, realçando sempre a dinâmica do grupo, incentivando os alunos a aprender entre eles e a valorizar os conhecimentos dos outros.

Como se transforma um conhecimento não especializado em especializado e como desenvolvê-lo

Segundo Bruner, o aluno deve ser ensinado de tal forma que, no futuro, possa continuar a aprender sozinho, isto é, deve adquirir capacidade para identificar a informação relevante, interpretá-la, classificá-la e relacioná-la com a informação adquirida anteriormente. Sugere-se os seguintes objectivos educativos: desenvolver no aluno um processo de colocação de perguntas; ensinar uma metodologia de pesquisa; desenvolver a capacidade da criança para formular hipóteses e tirar conclusões e realizar discussões em sala de aula, escutar os colegas e expressar as suas próprias opiniões.
Isto significa que os alunos constroem activamente o conhecimento (saber e saberes-fazer) com base em conhecimentos anteriores; fazendo a sua própria gestão e monitorização, orientada para atingir uma determinada finalidade, estando correctamente contextualizada, usando o modo colaborativo entre os pares. Em suma, os docentes terão de ser capazes de conceber ambientes de aprendizagem poderosos desenvolvendo competências de modo a explorar melhor o conhecimento que possuem e a transmiti-lo de uma forma efectiva e produtiva aos alunos envolvendo-os no processo activamente.

Conferência de eLearning Lisboa 2007

Tive o prazer e a oportunidade de poder assistir a esta magnífica conferência, que contou com a presença de excelentes oradores portugueses e estrangeiros, entre os quais, o nosso professor José Lagarto. Nesta foram debatidos variadíssimos temas, entre os quais, o eLearning e a Web 2.0. Algumas citações que registei com agrado e que penso que irão ficar para sempre na memória de todos que por lá passaram: "aprender irá ser tão normal quanto respirar", por Carlos Zorrinho; "o conhecimento é a principal fonte de valor", por Pedro Veiga; "formação ao longo da vida" por José Vieira da Silva; "Todos criam para a sua caixa de ferramentas a gestão de conhecimentos" por Rogério Carapuça; entre outros. Aqui fica o blog: europaelearning.blogspot.com.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

E-Learning/B-Learning

No e-Learning temos um novo paradigma no qual o professor tem a possibilidade de ensinar a qualquer hora, em qualquer lugar, definindo a forma como dá a formação em função do registo histórico de aprendizagem do formando e da forma como ele evoluiu em cursos anteriores. O b-Learning é o e-Learning com momentos de formação presencial, que trouxe uma nova forma de aprendizagem, influenciada pelo desenvolvimento tecnológico, que poderemos denominar por aprendizagem em ambientes virtuais que se vai desenvolver através da interacção entre o aprendente e os conteúdos, reconvertendo-se o papel de professor para facilitador, colaborador e intermediário e promotor dos conteúdos virtuais. A necessidade de consciencializar para estas transformações na sociedade actual, foi a iniciativa “Conferência e-Learning 2007”, organizada no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia 2007, servindo de prioridade na concretização dos objectivos da Estratégia de Lisboa para 2010.

A comunicação, redundância e a entropia

“Ensinar é sempre comunicar” (Silva, 1998). A comunicação educativa está associada ao ambiente escolar onde o professor assume o papel de transmissor de conhecimento e os alunos de receptores. Os elementos de redundância são utilizados de uma forma comum e necessários na comunicação oral. Pois, embora, em certos casos, a informação possa ser redundante, a redundância pode ser útil para a melhor apreensão e compreensão da mensagem. O processo educativo é possível graças à nossa capacidade comunicativa, ou seja, educar é transmitir/comunicar informação/conhecimento a outro. Quando nos encontramos em ambiente de sala de aula, constatamos que o docente recorre inúmeras vezes à superabundância de palavras e à utilização de gestos e expressões corporais que visam reforçar o discurso oral. É também através do pleonasmo da linguagem que irá ser passada a mensagem aos alunos. As linguagens como sistemas de signos poderão ter três vertentes: a linguagem audio, a linguagem visual e a linguagem scripto. Da linguagem audio-scripto-visual resulta um processo que poderá ter como suporte a forma verbal em conjunto com a forma escrita; o uso da comunicação verbal com imagem a acompanhar; com gráficos; com som, vídeo, páginas web, enfim, os recursos multimédia. Com o crescimento da utilização desses recursos e dos media tem-se verificado a adopção de uma tipologia mista, havendo uma aproximação de outros contextos comunicativos, recorrendo para isso aos media de utilização grupal e individual tais como documentos mediatizados ou redes de comunicação como a Internet. Como fenómeno oposto à redundância, temos a entropia. Num sistema, a informação é uma medida do seu grau de organização, do mesmo modo que a entropia é uma medida do seu grau de desorganização. Tal como já foi referido, as técnicas de comunicação são importantes para o sucesso do professor. Um professor instalando o caos, a dúvida, a incerteza, provocando a discussão, partindo do fim para o princípio, usando a entropia, chega ao conhecimento. O partir do empírico para o científico. É como contar uma história, com todo o seu enredo, narrando todos os pormenores até chegar à moral da história. Os alunos gostam de um professor que os surpreenda, que traga novidades, que utilize a entropia, que seja imprevisível, que varie as suas técnicas e métodos de organizar o processo de ensino-aprendizagem.
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